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Não Estamos Sozinhos - A Bíblia do Ateu - Alfredo Bernacchi

Eu já discuti religião com muita gente que se gaba da quantidade de pessoas que concordam com eles e evidentemente, desfazem do meu ateísmo, como se fôssemos uns excêntricos, minoria de alienados isolados em suas convicções.
Por isso eu fui buscar as estatísticas do IBGE e outras fontes, mesmo entre as religiosas, para avacalhar, avacalhar mesmo, com esses pobres e incultos coitados que não tiram a cara da Bíblia e os ouvidos do seu explorador mor, e além disso, mais nada sabem do mundo. E tome cultura!...

O Intrigante Início do Cristianismo - A Bíblia do Ateu - Alfredo Bernacchi

Discussões sobre Jesus, por exemplo são mais fáceis de argumentação. Existiu ou não existiu e isso é tudo. Mais fácil do que o intrigante início do cristianismo (o de Jesus Cristo, mesmo), porque não houve um princípio de fato, Como por exemplo, a partir da história de João Batista, o que batizou Jesus.

Eu tive que pesquisar muito, e tentar responder muitas questões com relativo acerto, até resolver me aprofundar no tema e chegar a alguma conclusão razoável, porque muita coisa perdeu-se no tempo e são milhares de anos transcorridos para investigar e tentar encontrar as verdades dos fatos escondidas a sete chaves.

Primeiro que não houve um começo, mas uma modificação constante do que já existia. A religião é antiga, os mitos são antigos e a interação do Velho com o Novo Testamento parece ser proposital, para reforçar a credibilidade de um em outro e em vice versa. Também criaram vínculos com pessoas, fatos e lugares reais, para reforçar a mentira. Então, se houve um início, houve sim uma “época inicial” dessa história, quase uma era!

A filosofia vinculada à religião, os interesses políticos romanos, os interesses dos sacerdotes, o interesse do império romano controlar o povo, a necessidade popular de crer em alguma coisa, são fatores que fabricaram a nova concepção religiosa.

Vou ser obrigado a citar trechos de textos de terceiros, porque é da miscelânea de visões e conceitos diversos que tirarei as conclusões para o leitor de A Bíblia do Ateu.

O meu modo mais simplista de ver a coisa, está representado numa resposta de e-mail que fiz a um colega. Vejam:

O Ateu e a Morte - A Bíblia do Ateu - Alfredo Bernacchi

O medoooo... é tudo... O medo da morte. Do desconhecido depois da morte... E alguns se aproveitaram disso e disseram: -Venham cá que eu tenho um jeito de vocês viverem eternamente - E eles foram. E assim nasceram as primeiras religiões e as primeiras vítimas desse golpe barato de vigarista. Vida Eterna, Reencarnação, Paraíso no céu etc. E a alguns ainda convenceram: - Vai lá, mata e você vai mais rápido para o paraíso – E eles matam e se matam.
O chato é que essas pessoas acreditam em tudo com a maior facilidade. Vida eterna... Vê se pode!... Não somos deuses!... Somos simplesmente humanos, animais de sangue quente como tantos outros. Um furinho na barriga e pluft!...
Uma das coisas que o homem não se conforma é com a sua morte. Claro!... O cara inteligente estuda, estuda, ganha experiência consegue vitórias expressivas na vida (os que conseguem) e depois ficam velhos, doentes, inúteis e morrem?! Só isso? Tanto esforço para nada?
Então o homem de sucesso não se conforma com isso.

Livre o Seu Cérebro da Lavagem Cerebral - A Bíblia do Ateu - Alfredo Bernacchi

Durante toda a vida do ser humano, o desconhecimento, a ignorância sobre os fatos da Natureza complexa e maravilhosa, gerou deuses, para explicar os fenômenos como o Sol, a chuva, o trovão, a concepção, o ódio, o amor...
Conforme a ciência humana foi progredindo, descobrindo e resolvendo esses enigmas, os deuses foram caindo por terra, e ascendeu a inteligência e a capacidade do homem de criar e se assenhorear do seu próprio destino.

O Porquê do Ateu - A Bíblia do Ateu - Alfredo Bernacchi

Muitas pessoas (da oposição) me questionam sobre o porque eu (Alfredo Bernacchi), não acreditando em deuses, fico publicando livros e combatendo a religião que é “uma coisa boa e tem salvado tanta gente do vício e da sarjeta”...

Os Melhores Debates Ateus X Religiosos - Alfredo Bernacchi - Parte 1


DO FORUM RELIGIÃO É VENENO

Religião é um atraso de vida (2001).

Alfredo inicia o tópico assim:

Você, naturalmente, cético, resolveu ler esse artigo, para ver onde eu errei nesse raciocínio.
Naturalmente, pessoas religiosas, têm uma tendência natural de compreender a religião, encontrar suas vantagens, justificar suas crenças, mas, quem tem um pouco de bom senso, quer entender sem ser cabra cega nem pau mandado, vai admitir que todas as religiões têm os seus problemas e suas mazelas.
Eu, conclui, justamente analisando essas mazelas, que a religião traz mais malefícios do que benefícios. É uma triste e radical conclusão, mas não é uma distorção da realidade, e eu vou explicar isso. Se não fosse assim eu não discorreria esse assunto, mas aí vai, como advertência, para você entender e cuidar, para que não se prejudique nem prejudique ninguém com suas crenças.
Você torce por um time de futebol e fica feliz quando consegue induzir alguém a torcer pelo mesmo clube que o seu, fazer parte da mesma comunidade, mesma corrente de pensamentos. Tudo bem.
Quando a coisa toma o rumo da política, as discussões são ainda mais acaloradas, porque política interfere diretamente na sua vida e é diferente de um simples esporte. Você debate muito para convencer o seu interlocutor sobre as vantagens de adotar a sua linha de pensamento. Entretanto, apesar dessa forte influência, a cada 4 anos tudo muda. O que era, passa a não ser, mais. Os líderes mudam, os partidos mudam, as idéias mudam etc.
Mas quando se trata de religião, a coisa fica muito mais séria. Nem eu mesmo entendo, como uma simples doutrina de vida, ou algo para ser usufruído depois da morte, pode se transformar num fanatismo exacerbado, carregando nessa corrente uma tonelada de interesses de poder, de superioridade, de convencimento, de ódio, até chegar no ápice do suicídio terrorista. Repare bem que o terrorista suicida mata e morre pela sua crença religiosa. Estaria ele sendo usado? Claro que sim, mas é a religião que proporciona esse desequilíbrio mental no indivíduo. Ele mata e morre, porque acha que a sua religião está correta e a dos outros está errada, de tal forma errada, que essa imperfeição deve ser corrigida com morte de ambos para satisfação do seu Deus.
Haveria interesses financeiros por trás disso tudo? Sim. Há também. Sempre há espaço para que um esperto manipule uma mente fanática e retire das suas emoções, algo em proveito próprio. Está aí a igreja católica, o bispo Macedo, o mulá Omar, o sheik de não sei o quê, desde um simples pajé tribal, todos proporcionalmente, são podres de ricos - Exceção para Jesus (ironia) - riqueza feita nas costas desses ingênuos e influenciáveis fanáticos.
Além do interesse financeiro direto, há também outras situações em jogo. O prestígio, a vaidade, o ego, a liderança, a força de decisões, que se limita no poder da vida e da morte, porque não há mais nada depois disso, bem próximo do poder de um hipotético Deus. O homem religioso que se fanatiza e se endeusa, só fica satisfeito, quando pelo seu poder, num estalar de dedos, dezenas e centenas de pessoas venham a morrer ou ser mutilados pela sua simples vontade, para assim comprovar o seu poder e temor. Pra que isso? Não sei explicar exatamente, mas sei que é assim. Quem lê história universal sabe perfeitamente disso. O próprio Jesus, pela sua crença religiosa, causou inúmeras mortes entre os seus seguidores, e a dele mesmo. Se sabia disso, não fez por onde evitar.
Afinal o que o homem quer? Dinheiro, prestígio, temor, poder? Não. Não é só isso... O homem quer ser Deus. O homem inventa a religião para poder estar mais próximo de ser um Deus único. (os casos de Jesus, Maomé e outros) E aí está o problema. Um pretenso Deus não admite concorrentes. Portanto, um Deus cá e um Deus lá, resulta numa disputa que leva os povos à guerra. (repare: “os povos”, nunca os próprios). Esse é o pior e principal atraso de vida que traz a religião. A guerra!... A morte!... A devastação!... A humilhação do conquistado. A exploração, a escravidão...
Lembra-se dos reinados ingleses? Variavam entre reis católicos e protestantes. Mudava o rei, alterava-se toda a estrutura do país e, pra variar, morria muita gente. Todos os dissidentes. Os resíduos desse desentendimento religiosos perduram até hoje na Irlanda, colônia inglesa, onde vivem se digladiando católicos e protestantes. Existem outros interesses que discutem, além desse? Sim, há o problema da independência, mas a religião é o principal pomo da discórdia, o centro de geração de ódios e diferenças. O que dizer de tantos países que se envolvem em guerras étnico-religiosas? Iugoslávia (Sérvios x Muçulmanos Bósnios e Croatas), Palestinos x Israelenses (Judaísmo x Islamismo), Afeganistão (entre facções islâmicas - antes do WTC), Irlanda (católicos x protestantes), Sri Lanka (hinduístas x budistas), Argélia (entre facções islâmicas), China (x Tibet de Dalai-lama) Rússia (x islâmicos da Chechênia) Índia x Paquistão (hindus x islâmicos na Caxemira), Timor Leste (islâmicos da Indonésia x católicos). Sempre há motivos religiosos despertando ódios e empurrando uns contra os outros. Por que Hitler escolheu os judeus para o holocausto? Por causa do aspecto físico ou o aspecto religioso? Lembram da inquisição? Quanta crueldade em nome de um pressuposto Deus? Realmente, foi um Deus que ordenou aquelas mortes, ou foram homens que se achavam deuses? A religião foi a culpada...
E dos tempos de Roma e as lutas internas do cristianismo contra outras religiões? Quem pode esquecer que os papas disputavam e sobrepujavam o poder dos próprios reis no século XII e por aí, convencendo-os do maior poder de Deus (que eram eles mesmos)... Lembram da inquisição? Quanta crueldade em nome de um pressuposto Deus? Realmente, foi um Deus que ordenou aquelas mortes, ou foram homens que se achavam deuses? A religião foi a culpada... Que tal uma análise rápida do islamismo? Não está aí uma clara discordância religiosa que leva os povos às guerras?
A ciência, tão necessária à humanidade, já teve muito problema ao se defrontar com a religião e a ciência vive se defrontando com a religião, porque não caminham na mesma direção e qualquer um sabe disso. Esse é outro atraso. Enquanto a ciência é objetiva a religião vive de hipóteses e fantasias, descortinadas por pretensos adivinhos. (que, naturalmente, erram toda hora). Os papas, que gostariam de ser deuses, tentam acertar, à sua moda, o que é melhor para o povo cristão, mas na sua ânsia de mostrar poder absoluto e onisciência erram e prejudicam a humanidade. Estão aí, proibindo a camisinha, a anticoncepção e o desenvolvimento da ciência genética. Tudo isso por quê? Disseram diferente antes, e agora não querem suportar outra contradição, depois daquela que Galileu lhes impôs, quando, contrariando os religiosos da idade média, afirmou que a terra era redonda e girava em torno do sol. Não vão suportar o homem fazendo o próprio homem, segundo eles, obra divina.
E hoje, quando temos mais de 20 religiões com crenças diferentes, em deuses diferentes, que agem de forma diferente uns dos outros (não esqueça que dos 6 bilhões de habitantes da terra apenas 1,8 bilhão são cristãos) temos as mesmas mazelas de sempre. Religiosas. Claríssimo que, se não houvesse religiões, haveria menos guerras, com certeza. Menos entraves ao progresso cientifico, mais solução no controle da natalidade. (daqui a 50 anos seremos 9 bilhões) E na vida religiosa que ninguém se entende, só uma coisa ninguém duvida: a exploração do crente. Assim, os cristãos, hindus, judeus, budistas, pagam para serem religiosos, em dinheiro, ouro e terras e os muçulmanos, além disso, com a própria vida!... Cá pra nós... Um atraso de vida...

A Bíblia do Ateu - Alfredo Bernacchi - Capítulo 1 - Gênesis

               A maioria das pessoas religiosas defendem seus argumentos escoradas totalmente na Bíblia, um “livro divino”, sem se dar o trabalho de conhecer as fontes e as verdadeiras origens da Bíblia. Religiosos não pensam. Definitivamente, não raciocinam. Eles apenas confiam (na pessoa errada) e são enganados como são as vítimas de qualquer vigarista. Eles aprendem na igreja que até duvidar é pecado. Isso tem demais por aí. Eumesmo passei por isso. Então eles não duvidam. Como gado de corte, são tocados para o matadouro com a maior tranqüilidade... Mansamente... E batem o pé, e brigam por suas convicções equivocadas, acreditando que vão para os verdes pastos do paraíso... Eu não vou ficar aqui, contestando a Bíblia. Teria que escrever outro livro só para isso (Aliás, já fiz issobastante nos livros anteriores. Procure lê-los), mas só para mostrar o nível de incoerência que isso tem, porque eles cismam de endeusar a Bíblia como base para todas as suas argumentações. Vou pegar aqui o primeiro livro desse conjunto (poderia pegar o segundo o terceiro, o vigésimo que seria a mesma coisa) ecolocá-lo em cheque para você conferir o que eu quero dizer: A Bíblia, que é o maior respaldo para toda essa crença (estamos falando do cristianismo), já inicia com um livro dos mais absurdos, pra lá de místico e retardado, como seria de se esperar, segundo a época em que foi escrito. Mas sabem por que eu escolhi esse livro, o Gênesis? Porque esse foi o primeiro documento escrito no mundo, que referia-se ao monoteísmo. A palavra “ Deus ”(*) aparece a primeira vez na História , no livro Gênesis , dito “escrito” por um tal de Moisés, que eu duvido que realmente tenha feito isso, ou mesmo existidocomo gente. Assim, o homem fabricou Deus.
*Aí, “Deus” é nome próprio, assim como Baal, Apolo, Zeus e não o qualificativo “deus” ou “deuses”, o mesmo que divindades. Por isso, vai em letra maiúscula. O nome desse deus não é José nem “Querópolis Divinus”, é Deus, entenderam? É assim que ele é apresentado na Bíblia.

Alfredo Bernacchi Explica...

Quem São os Ateus - Alfredo Bernacchi

Eu quero falar é do Gênese Ateu. De como os Ateus ficaram Ateus. Claro que todos nós quando nascemos somos Ateus. Nascemos puros e mentalmente perfeitos. Até que, os padres nos batizem, façam a nossa cabeça e nos façam seus dependentes, somos Ateus, mentalmente perfeitos.
O ser humano é frágil e ignora muitas coisas que estão à sua volta. Não é de nós que estou falando, mas daqueles que nada sabem, o homem simples do interior, os índios no seu habitat natural, os povos antigos, aqueles desprovidos de qualquer cultura... Esses é que são o prato principal dos interesses religiosos.
Parece irônico porque esses nada têm para enriquecer o clero, mas diga: Não foram justamente os teus antepassados ignorantes que te passaram a crença em um deus? Você não é um ignorante, mas a sua mãe era menos culta do que você ea sua avó menos ainda. E foi justamente dos ignorantes antigos dos primórdios da
civilização que tudo isso começou. E numa cadeia de interesses bem alimentados pela nossas próprias ingênuas mães, cresceram, se expandiram fazendo a cabeça uns dos outros, e hoje os islâmicos matam emnome de Alá. Moisés também matava em nome de Deus, contam isso na Bíblia como se fosse bonito, e os homens de hoje se trucidam para impor as suas razões religiosas. É assim. Isso se chama RELIGIÃO.

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