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O Paradoxo de Epicuro

Sentença
Se Deus é omnipotente, omnisciente e benevolente, então o Mal não poderia continuar existindo.

Explicação
Para Deus e o Mal continuarem existindo ao mesmo tempo é necessário que Deus não tenha uma das três características:
Se for omnipotente e omnisciente, então tem conhecimento de todo o Mal e poder para acabar com ele, ainda assim não o faz. Então Ele não é Bom.
Se for omnipotente e benevolente, então tem poder para extingir o Mal e quer fazê-lo, pois é Bom. Mas não o faz, pois não sabe o quanto Mal existe , e onde o Mal está. Então Ele não é omnisciente.
Se for omnisciente e Bom, então sabe de todo o Mal que existe e quer mudá-lo. Mas isso elimina a possibilidade de ser omnipotente, pois se o fosse erradicava o Mal. E se Ele não pode erradicar o Mal, então porquê chamá-lo de Deus?

Como Deveria Ser a Vida - Charles Chaplin

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina.
Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente.
Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.
Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria.
Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.
Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando.
E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?

Charles Chaplin

A Vida, o Universo e Tudo Mais - Uma Entrevista com Douglas Adams


"Uma parte das pessoas que conheço e encontro são cientistas, e nesses círculos o Ateísmo é a regra. Eu diria que a maioria das pessoas que conheço, entretanto, é agnóstica, e uns poucos são ateus. Se estivesse procurando entre meus amigos, familiares e colegas, por pessoas que acreditassem em Deus, eu provavelmente procuraria entre os mais velhos e (para ser bastante sincero) entre os menos educados. Há uma ou duas exceções."

Primeiramente um detalhe sobre mim. Sou uma pessoa convencida. Eu me vejo como um ótimo escritor, muito convincente e eloqüente sobre ateísmo e outros assuntos relacionados. Felizmente para o resto da população, existem algumas pessoas por aí que colocam o meu ego em xeque. De vez em quando eu sou lembrado de minhas limitações por certos indivíduos que superam minhas habilidades tão claramente que sou forçado a admitir que ainda tenho muito trabalho a fazer. Muitos deles são parte da American Atheists, e todos servem ao propósito de fazer uma parte de mim se esforçar pelo crescimento pessoal. Por conseguinte existem pessoas como Douglas Adams: escritores talentosos, tão brilhantes em sua prosa que dão até ao mais convencido aspirante a escritor um complexo de inferioridade. Muitas dessas pessoas são atéias, mas poucas ocuparão seu tempo dando uma entrevista para seus fãs. Quando elas dão, bem, o resultado é algo que você guarda para futuras discussões.

A Psicologia do Ateísmo

Como sabemos, o centro da critica Freudiana à crença em Deus é que tal crença não é confiável por causa de sua origem psicológica. Isto é, Deus é uma projeção de nossos próprios e intensos desejos inconscientes; Ele é a satisfação de um desejo derivado das necessidades infantis de proteção e segurança. Visto que esses desejos são inconscientes, não deve ser dado muito crédito a qualquer negação de tal interpretação. Devemos notar que ao desenvolver esse tipo de crítica, Freud formulou um argumento ad hominem de grande influência. É na obra O Futuro de Uma Ilusão (1927, 1961) que Freud explica sua posição:

Idéias religiosas surgiram das mesmas necessidades de que surgiram todos as conquistas da civilização: da necessidade de defender-se da impetuosa e superior força da natureza. (p.21)

Logo, crenças religiosas são:

Ilusões, satisfação dos mais antigos, mais fortes, e urgentes desejos da raça humana… Como já sabemos, a pavorosa impressão de abandono na infância fez surgir o desejo de proteção – de proteção pelo amor – que foi provida pelo pai… Dessa forma a benevolente regra de Providência Divina apazigua nosso medo dos perigos da vida. (p.30)

A Morte e o Sentido da Vida - Keith Augustine

Amanhã, e amanhã, e ainda outro amanhã arrastam-se nessa passada trivial do dia para a noite, da noite para o dia, até a última sílaba do registro dos tempos. E todos os nossos ontens não fizeram mais que iluminar para os tolos o caminho que leva ao pó da morte. Apaga-te, apaga-te, chama breve! A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre palhaço que por uma hora se espavona e se agita no palco, sem que depois seja ouvido; é uma história contada por idiotas, cheia de fúria e muito barulho, que nada significa.

Macbeth, Ato 5, Cena 5, linhas 22-31

A Aposta de Pascal

A Aposta de Pascal, criada por Blaise Pascal, longamente apresentada no livro "Penseés", não é um argumento direto da existência de Deus. É um argumento que poderá ser considerado calculista, a favor de um comportamento humano de acordo com a existência de Deus, seguindo a "razão do coração". Este argumento tem mais ou menos o conteúdo que se segue:

Se você acredita em Deus e nas Escrituras e estiver certo, será beneficiado com a ida ao paraíso.
Se você acredita em Deus e nas Escrituras e estiver errado, não terá perdido nada.
Se você não acredita em Deus e nas Escrituras e estiver certo, não terá perdido nada.
Se você não acredita em Deus e nas Escrituras e estiver errado, você irá para o fogo eterno.

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