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O Evangelho Segundo os Infiéis

A maneira mais fácil de se livrar de um cristão é perguntar se Deus pode fazer um bolo tão grande que ele mesmo não possa comê-lo. A segunda é dizer sem medo que "Não existem provas históricas de que Jesus Cristo existiu." Isso desqualifica de cara todo argumento da cristandade. Se Jesus Cristo nunca existiu ele não pode morrer. Se ele não morreu é óbvio que também não ressuscitou e "E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé" afirmou Paulo em 1 Coríntios 15:14-25. Infelizmente a maior parte dos Cristãos é mais preocupada do que devia com a opinião dos outros e menos preparada do que poderia para responder a altura. O resultado é uma patética expressão de fanatismo que apenas confirma as suspeitas dos mais céticos.

Top 5 Matanças da Bíblia

I. Um grupo de meninos malcriados zombou da calvície do profeta Eliseu. Pra quê! Na hora, dois ursos famintos saíram de um bosque e comeram as crianças (2 Reis 2:24).

II. Cercado por um exército de filisteus, o herói Sansão apanhou a mandíbula de um jumento morto. Usando o osso como arma, ele massacrou mil inimigos (Juízes, 15:16).

III. O profeta Elias convidou os sacerdotes do deus Baal para uma competição de orações. Era uma armadilha: Elias incitou o povo, que linchou os pagãos (1 Reis 18:40).

VI. Os judeus haviam perdido a fé e começaram a adorar um bezerro de ouro. Moisés ficou furioso e mandou sacerdotes levitas matar 3 mil infiéis (Êxodo 32:19).

V. A nação dos amalequitas disputava o território de Canaã com os judeus. O Senhor ordena que todos os amalequitas sejam chacinados (1 Samuel 15:18).

A Igreja Como um Bom Negócio $$$

O objetivo deste manual é divulgar todos os macetes para fundação e controle de uma instituição religiosa dentro dos ditames da Lei, mas seu real propósito é antes disso mostrar como o Estado facilita e até incentiva a existência de picaretas da fé que se aproveitam da ingenuidade das pessoas para obtenção de poder. Ironicamente, Jesus Cristo foi talvez a primeira pessoa a ensinar o laicismo, o princípio filosófico que defende a neutralidade do governo quanto a assuntos religiosos e a completa separação do Estado das igrejas.

Crítica da Religião

Crítica da religião é a crítica do conceito, validade, práticas e consequências da religião. A crítica religiosa tem uma longa história, desde o primeiro século antes da era comum, em Roma, e prossegue até os dias atuais com o advento do novo ateísmo. A religião tem sido apontada pelos críticos como prejudicial para o indivíduo e para a sociedade, além de promover a irracionalidade e encorajar o terrorismo.

Os Melhores Debates Ateus X Religiosos - Alfredo Bernacchi - Parte 1


DO FORUM RELIGIÃO É VENENO

Religião é um atraso de vida (2001).

Alfredo inicia o tópico assim:

Você, naturalmente, cético, resolveu ler esse artigo, para ver onde eu errei nesse raciocínio.
Naturalmente, pessoas religiosas, têm uma tendência natural de compreender a religião, encontrar suas vantagens, justificar suas crenças, mas, quem tem um pouco de bom senso, quer entender sem ser cabra cega nem pau mandado, vai admitir que todas as religiões têm os seus problemas e suas mazelas.
Eu, conclui, justamente analisando essas mazelas, que a religião traz mais malefícios do que benefícios. É uma triste e radical conclusão, mas não é uma distorção da realidade, e eu vou explicar isso. Se não fosse assim eu não discorreria esse assunto, mas aí vai, como advertência, para você entender e cuidar, para que não se prejudique nem prejudique ninguém com suas crenças.
Você torce por um time de futebol e fica feliz quando consegue induzir alguém a torcer pelo mesmo clube que o seu, fazer parte da mesma comunidade, mesma corrente de pensamentos. Tudo bem.
Quando a coisa toma o rumo da política, as discussões são ainda mais acaloradas, porque política interfere diretamente na sua vida e é diferente de um simples esporte. Você debate muito para convencer o seu interlocutor sobre as vantagens de adotar a sua linha de pensamento. Entretanto, apesar dessa forte influência, a cada 4 anos tudo muda. O que era, passa a não ser, mais. Os líderes mudam, os partidos mudam, as idéias mudam etc.
Mas quando se trata de religião, a coisa fica muito mais séria. Nem eu mesmo entendo, como uma simples doutrina de vida, ou algo para ser usufruído depois da morte, pode se transformar num fanatismo exacerbado, carregando nessa corrente uma tonelada de interesses de poder, de superioridade, de convencimento, de ódio, até chegar no ápice do suicídio terrorista. Repare bem que o terrorista suicida mata e morre pela sua crença religiosa. Estaria ele sendo usado? Claro que sim, mas é a religião que proporciona esse desequilíbrio mental no indivíduo. Ele mata e morre, porque acha que a sua religião está correta e a dos outros está errada, de tal forma errada, que essa imperfeição deve ser corrigida com morte de ambos para satisfação do seu Deus.
Haveria interesses financeiros por trás disso tudo? Sim. Há também. Sempre há espaço para que um esperto manipule uma mente fanática e retire das suas emoções, algo em proveito próprio. Está aí a igreja católica, o bispo Macedo, o mulá Omar, o sheik de não sei o quê, desde um simples pajé tribal, todos proporcionalmente, são podres de ricos - Exceção para Jesus (ironia) - riqueza feita nas costas desses ingênuos e influenciáveis fanáticos.
Além do interesse financeiro direto, há também outras situações em jogo. O prestígio, a vaidade, o ego, a liderança, a força de decisões, que se limita no poder da vida e da morte, porque não há mais nada depois disso, bem próximo do poder de um hipotético Deus. O homem religioso que se fanatiza e se endeusa, só fica satisfeito, quando pelo seu poder, num estalar de dedos, dezenas e centenas de pessoas venham a morrer ou ser mutilados pela sua simples vontade, para assim comprovar o seu poder e temor. Pra que isso? Não sei explicar exatamente, mas sei que é assim. Quem lê história universal sabe perfeitamente disso. O próprio Jesus, pela sua crença religiosa, causou inúmeras mortes entre os seus seguidores, e a dele mesmo. Se sabia disso, não fez por onde evitar.
Afinal o que o homem quer? Dinheiro, prestígio, temor, poder? Não. Não é só isso... O homem quer ser Deus. O homem inventa a religião para poder estar mais próximo de ser um Deus único. (os casos de Jesus, Maomé e outros) E aí está o problema. Um pretenso Deus não admite concorrentes. Portanto, um Deus cá e um Deus lá, resulta numa disputa que leva os povos à guerra. (repare: “os povos”, nunca os próprios). Esse é o pior e principal atraso de vida que traz a religião. A guerra!... A morte!... A devastação!... A humilhação do conquistado. A exploração, a escravidão...
Lembra-se dos reinados ingleses? Variavam entre reis católicos e protestantes. Mudava o rei, alterava-se toda a estrutura do país e, pra variar, morria muita gente. Todos os dissidentes. Os resíduos desse desentendimento religiosos perduram até hoje na Irlanda, colônia inglesa, onde vivem se digladiando católicos e protestantes. Existem outros interesses que discutem, além desse? Sim, há o problema da independência, mas a religião é o principal pomo da discórdia, o centro de geração de ódios e diferenças. O que dizer de tantos países que se envolvem em guerras étnico-religiosas? Iugoslávia (Sérvios x Muçulmanos Bósnios e Croatas), Palestinos x Israelenses (Judaísmo x Islamismo), Afeganistão (entre facções islâmicas - antes do WTC), Irlanda (católicos x protestantes), Sri Lanka (hinduístas x budistas), Argélia (entre facções islâmicas), China (x Tibet de Dalai-lama) Rússia (x islâmicos da Chechênia) Índia x Paquistão (hindus x islâmicos na Caxemira), Timor Leste (islâmicos da Indonésia x católicos). Sempre há motivos religiosos despertando ódios e empurrando uns contra os outros. Por que Hitler escolheu os judeus para o holocausto? Por causa do aspecto físico ou o aspecto religioso? Lembram da inquisição? Quanta crueldade em nome de um pressuposto Deus? Realmente, foi um Deus que ordenou aquelas mortes, ou foram homens que se achavam deuses? A religião foi a culpada...
E dos tempos de Roma e as lutas internas do cristianismo contra outras religiões? Quem pode esquecer que os papas disputavam e sobrepujavam o poder dos próprios reis no século XII e por aí, convencendo-os do maior poder de Deus (que eram eles mesmos)... Lembram da inquisição? Quanta crueldade em nome de um pressuposto Deus? Realmente, foi um Deus que ordenou aquelas mortes, ou foram homens que se achavam deuses? A religião foi a culpada... Que tal uma análise rápida do islamismo? Não está aí uma clara discordância religiosa que leva os povos às guerras?
A ciência, tão necessária à humanidade, já teve muito problema ao se defrontar com a religião e a ciência vive se defrontando com a religião, porque não caminham na mesma direção e qualquer um sabe disso. Esse é outro atraso. Enquanto a ciência é objetiva a religião vive de hipóteses e fantasias, descortinadas por pretensos adivinhos. (que, naturalmente, erram toda hora). Os papas, que gostariam de ser deuses, tentam acertar, à sua moda, o que é melhor para o povo cristão, mas na sua ânsia de mostrar poder absoluto e onisciência erram e prejudicam a humanidade. Estão aí, proibindo a camisinha, a anticoncepção e o desenvolvimento da ciência genética. Tudo isso por quê? Disseram diferente antes, e agora não querem suportar outra contradição, depois daquela que Galileu lhes impôs, quando, contrariando os religiosos da idade média, afirmou que a terra era redonda e girava em torno do sol. Não vão suportar o homem fazendo o próprio homem, segundo eles, obra divina.
E hoje, quando temos mais de 20 religiões com crenças diferentes, em deuses diferentes, que agem de forma diferente uns dos outros (não esqueça que dos 6 bilhões de habitantes da terra apenas 1,8 bilhão são cristãos) temos as mesmas mazelas de sempre. Religiosas. Claríssimo que, se não houvesse religiões, haveria menos guerras, com certeza. Menos entraves ao progresso cientifico, mais solução no controle da natalidade. (daqui a 50 anos seremos 9 bilhões) E na vida religiosa que ninguém se entende, só uma coisa ninguém duvida: a exploração do crente. Assim, os cristãos, hindus, judeus, budistas, pagam para serem religiosos, em dinheiro, ouro e terras e os muçulmanos, além disso, com a própria vida!... Cá pra nós... Um atraso de vida...

A Igreja Mente - Uma Entrevista com Leonardo Boff

"A IGREJA MENTE, É CORRUPTA, CRUEL E SEM PIEDADE"
 
Frei Betto - Eu queria começar com o seguinte: você tem que idade e quantos livros publicou?

Leonardo Boff - Bom, eu tenho 58 anos e 62 livros publicados.

Frei Betto - Teu pai era um erudito, ex-seminarista jesuíta, e a tua mãe morreu muito tempo depois dele, analfabeta...

Sérgio de Souza - A minha pergunta inicial era por aí mesmo: como foi a sua infância?

  Leonardo Boff - Sou filho de imigrantes italianos, de avós italianos que foram para o Rio Grande do Sul e daí para Santa Catarina, no interior, e desbravaram a região que é Concórdia hoje, que é a sede da Sadia. Meu pai tinha sido quase jesuíta e fez uma opção curiosa, que foi a de acompanhar a colonização da região para ser professor, o farmacêutico, o juiz de paz, mestre-escola, puxador de orações, era um mestre da colonização.

Criando Seus Filhos No Ateísmo - Dave Silverman

Escrevo este texto como resultado de conversas que tive com várias pessoas que passaram por isso, como também pela minha própria experiência, tanto como judeu quanto como líder Ateu. Neste ensaio você não encontrará todas as respostas que você precisa para criar facilmente um filho no modo ateu, mas espero que aqui você tenha algumas idéias.

Se nós temos uma Constituição ou não, e se nós ganhamos um caso de tribunal ou não, nós todos devemos reconhecer que esta é uma nação dominada por cristãos. Há igrejas grandes e ornamentadas em todos lugares, freqüentemente os mais altos e bonitos edifícios na cidade. O Natal e a Páscoa não só são feriados nacionais, mas também épocas de grandes extravagâncias de marketing, com exibições de comerciais com até seis meses de antecedência. Até eu mesmo, escrevendo este ensaio, em Agosto, noto, que exibições do Natal já estão por toda parte, principalmente nos centros comerciais.

Assim o que faz você quando seu filho pergunta-lhe o que você é, por que vocês são Ateus, e por que você é tão diferente de todo mundo? O que você diz sobre o Natal, e como você explica o fanatismo a seus filhos? Tenho esperança que este texto lhe trará uma alguma luz nestes assuntos.

Criando Filhos Sem Religião - Dave Silverman


Eu recebo freqüentemente pedidos de aconselhamento de pais que desejam criar seus filhos sem religião, ou que pelo menos querem fornecer uma criação livre da influência das religiões nas vidas de seus filhos. Embora eu esteja longe de ser um perito no assunto, eu tenho o que considero algumas idéias muito boas sobre como criar filhos sem religião.

Minhas idéias (não são todas minhas — eu admito abertamente ter roubado a última de Ellen [Ellen Johnson, presidente de Ateus americanos. Ed.]) e estão esboçadas abaixo sem nenhuma ordem particular. Esta lista não está completa, e sugestões e acréscimos são bem vindos. Porém, eu espero e penso que isto ajudará a responder algumas das perguntas freqüentes que eu recebo sobre o assunto.

Focalize os assuntos de deuses como substantivos comuns. Não há um deus, há muitos. Milhares na realidade, todos o mesmo e todos fictícios. Fale sobre Zeus, Qetzalcoatl, Thor, e Jesus. Explique como esses deuses eram usados no passado (especialmente os desconhecidos), como os seguidores destes deuses estavam absolutamente convictos da existência do deus e como eles até mataram em seus nomes. Conforme os deuses envelheciam, novos apareciam, sem nenhuma outra razão a não ser a necessidade de mudança e o progresso de ciência. Agora, há muito menos deuses e muitas pessoas ainda acreditam neles, pelas mesmas razões que eles acreditavam nos antigos deuses Tiki.

Como Surgiu Jesus - Frank R. Zindler

Nosso mundo é um lugar instável. Nações sobem, e governos tombam. Pessoas desequilibradas ao redor do mundo torturam e matam uns aos outros por causa da religião ou outras causas infundadas. Terremotos, vulcões e guerras periodicamente açoitam nosso globo. Continentes deslocam-se e colidem entre si e oceanos se formam e desaparecem. Até mesmo o próprio planeta Terra tem balanços. Conforme gira em seu eixo, a Terra não é estável. Como a cavilha de centro de um topo de brinquedo, o eixo da terra gira cambaleando lentamente em um círculo e traçando a superfície de um cone duplo no espaço

Este movimento do eixo da Terra é chamado precessão, e ele é, acredito, um dos principais componentes das causas que há muito tempo conduziram à criação do Cristianismo. O personagem agora conhecido como Cristo, ou Jesus, não nasceu de uma virgem; ao invés disso, foi produto de uma Terra giratória e instável. Se o eixo da Terra não fizesse precessão, o personagem Cristo nunca teria sido inventado. O Cristianismo como conhecemos não existiria.

Em meu próximo livro, Inventando Jesus, espero demonstrar exaustivamente a cadeia extraordinária de causas e efeitos que conduziram de uma terra cambaleante para uma biografia divina - a assim chamada "Vida de Cristo." Neste artigo resumido, claro, posso fazer pouco além de explicar os pontos principais desta tese e dar um exemplo da evidência que encontrei para apoiar isto. 

Religião, Liberdade de Pensamento e Estado

Os seres humanos sempre acreditaram em espíritos ou deuses porque essa é a forma mais fácil de explicar fenômenos naturais. O trovão tinha um deus ou espírito, a chuva, a colheita. Tudo era explicado através de forças sobrenaturais. Esse modo de pensar é chamado de supernaturalista. A maioria dos seres humanos pensava e pensa assim porque ninguém quer viver num universo impessoal. Com deuses e espíritos você pode dialogar e influenciar com preces, choros, apelo às emoções, da mesma forma que fazem com outros seres humanos. Esse processo é chamado de animismo e antropomorfismo. Quando alguém ora, sua oração é sempre a mesma: “Deus, por favor, anule as leis naturais para que o que eu quero aconteça.” Até o presente momento nenhuma abolição das leis naturais foi demonstrada, quando isso acontecer, veremos, mas eu não acredito que isso jamais vá acontecer, pois não creio em milagres porque não existe nenhuma evidência para os mesmos. Não existe recusa da minha parte e sim simplesmente não creio por falta de provas. 

O homem realmente não aceita sua insignificância e seu orgulho o faz achar que é o centro do universo. Quem não gostaria que o Criador de tudo fosse seu colega e lhe ajudasse na hora da necessidade? Todos têm esse desejo, inclusive eu. Não existe um desejo maior da minha parte que o que exista um Deus e que ele possa me ajudar na hora que precisar, mas diante da realidade do dia a dia, eu constatei que não existe nenhum ser sobrenatural me ajudando em nada. As evidências são gritantes. Não importa se você acredita em Deus. Você sofre do mesmo jeito. Um amigo meu, que participou da guerra do Vietnam, era ateu ates do conflito e voltou mais ateu ainda, ele viu vários colegas orando para não morrer e morreram do mesmo jeito, e ele que era ateu, sobreviveu. As pessoas podem justificar que Deus os queria no céu com ele, que foi uma espécie de arrebatamento, mas ninguém pode provar que o céu existe, pois essa idéia não pode ser refutada. O que aprendi é que meus desejos não podem mudar a realidade. Eu quero que Deus exista, mas as evidências me fizeram não acreditar na existência de tal ser.

A Época das Imagens de Mundo - Martin Heidegger

Com a metafísica se consuma uma reflexão sobre a essência do ente e uma decisão sobre a essência da verdade. A metafísica funda uma época, na medida em que lhe concede o fundamento da sua configuração essencial através de uma interpretação específica do ente e de uma acepção específica da verdade. Este fundamento governa todas as manifestações que caracterizam uma época. Reciprocamente, é preciso que o fundamento metafísico possa ser reconhecido nestas manifestações, para que haja uma reflexão apropriada sobre elas. A reflexão é a coragem de tornar dignos de questionamento, no mais alto grau, a verdade das próprias premissas e o âmbito dos próprios propósitos (cf. apêndice 1).

A ciência pertence às manifestações mais essenciais da época moderna [Neuzeit]. Uma manifestação de igual porte é a técnica maquinal. Não se deve de forma alguma compreender mal esta última, como se fosse a simples aplicação da ciência natural moderna à prática. A técnica maquinal é propriamente uma metamorfose autônoma da prática, de tal forma que ela mesma exige o emprego da ciência natural matematizada. A técnica maquinal continua sendo, até agora, a decorrência mais visível da técnica moderna, que é idêntica à essência da metafísica moderna.

Uma terceira manifestação da época moderna, igualmente importante, reside no processo por meio do qual a arte entra para o domínio da estética. Isto significa que a obra de arte se transforma em objeto de uma vivência. Do mesmo modo, a arte passa a equivaler a uma expressão da vida humana.

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