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Criando Seus Filhos No Ateísmo - Dave Silverman

Escrevo este texto como resultado de conversas que tive com várias pessoas que passaram por isso, como também pela minha própria experiência, tanto como judeu quanto como líder Ateu. Neste ensaio você não encontrará todas as respostas que você precisa para criar facilmente um filho no modo ateu, mas espero que aqui você tenha algumas idéias.

Se nós temos uma Constituição ou não, e se nós ganhamos um caso de tribunal ou não, nós todos devemos reconhecer que esta é uma nação dominada por cristãos. Há igrejas grandes e ornamentadas em todos lugares, freqüentemente os mais altos e bonitos edifícios na cidade. O Natal e a Páscoa não só são feriados nacionais, mas também épocas de grandes extravagâncias de marketing, com exibições de comerciais com até seis meses de antecedência. Até eu mesmo, escrevendo este ensaio, em Agosto, noto, que exibições do Natal já estão por toda parte, principalmente nos centros comerciais.

Assim o que faz você quando seu filho pergunta-lhe o que você é, por que vocês são Ateus, e por que você é tão diferente de todo mundo? O que você diz sobre o Natal, e como você explica o fanatismo a seus filhos? Tenho esperança que este texto lhe trará uma alguma luz nestes assuntos.

Criando Filhos Sem Religião - Dave Silverman


Eu recebo freqüentemente pedidos de aconselhamento de pais que desejam criar seus filhos sem religião, ou que pelo menos querem fornecer uma criação livre da influência das religiões nas vidas de seus filhos. Embora eu esteja longe de ser um perito no assunto, eu tenho o que considero algumas idéias muito boas sobre como criar filhos sem religião.

Minhas idéias (não são todas minhas — eu admito abertamente ter roubado a última de Ellen [Ellen Johnson, presidente de Ateus americanos. Ed.]) e estão esboçadas abaixo sem nenhuma ordem particular. Esta lista não está completa, e sugestões e acréscimos são bem vindos. Porém, eu espero e penso que isto ajudará a responder algumas das perguntas freqüentes que eu recebo sobre o assunto.

Focalize os assuntos de deuses como substantivos comuns. Não há um deus, há muitos. Milhares na realidade, todos o mesmo e todos fictícios. Fale sobre Zeus, Qetzalcoatl, Thor, e Jesus. Explique como esses deuses eram usados no passado (especialmente os desconhecidos), como os seguidores destes deuses estavam absolutamente convictos da existência do deus e como eles até mataram em seus nomes. Conforme os deuses envelheciam, novos apareciam, sem nenhuma outra razão a não ser a necessidade de mudança e o progresso de ciência. Agora, há muito menos deuses e muitas pessoas ainda acreditam neles, pelas mesmas razões que eles acreditavam nos antigos deuses Tiki.

Livre-arbítrio e Programação Cerebral

Se nossos atos são determinados por acontecimentos anteriores, então não temos escolha sobre nada - nem responsabilidade sobre o que fazemos?
por Shaun Nichols

Cientistas e filósofos estão convencidos de que não existe livre-arbítrio. De acordo com esses céticos, tudo o que acontece é determinado pelo que ocorreu antes - nossos atos são conseqüências inevitáveis de acontecimentos que culminaram com outro ato - e isso impede que possamos fazer as coisas de forma inteiramente livre. Esse tipo de atitude contra o livre-arbítrio remonta aos debates filosóficos do século 18, mas ultimamente a idéia ganhou mais destaque em artigos e livros científicos de penetração popular. Será que devemos dar atenção a essas questões? Se as pessoas chegarem a acreditar que não têm livre-arbítrio, quais serão as conseqüências para a responsabilidade moral e ética?

A Falácia do Livre Arbítrio

Os crentes pressupõem que Deus criou um universo perfeito e que nós, suas criaturas, também fomos criados perfeitos, mas que, usando de nosso livre arbítrio, e sabendo das consequências, decidimos pecar.

Como castigo, Deus nos expulsou do Paraíso. Entretanto, em seu infinito amor, enviou-nos seu próprio filho para ser sacrificado por nós e expiar nosso pecado, salvando-nos da morte.

Estas idéias apresentam uma série de falhas, que os crentes se obstinam em ignorar, sempre repetindo que Deus é perfeito e o erro foi nosso.

1. Adão e Eva não cometeram um pecado que justificasse tamanha punição. Se, como diz a Bíblia, eram como crianças que não conheciam o bem e o mal, também não tinham a consciência de que estavam fazendo algo tão errado.

Insistem os crentes em que Deus os avisou claramente. Sim, mas criaturas sem maldade como eles não tinham como perceber que estavam sendo enganadas pela serpente, já que a malícia e a mentira eram conceitos que eles não compreendiam. Quando muito, ao ouví-la, concluiriam que não tinham entendido direito as palavras de Deus. E a verdade é que foi Deus, e não a serpente, que mentiu sobre os frutos da árvore do Bem e do Mal.

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